terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Educação Baseada em Projetos


Desafiar, pesquisar, descobrir, produzir e apresentar

Bastam dois dedos de conversa com pessoas interessadas em inovações educacionais ou poucas horas em um evento que reúna professores interessados em tendências e lá vai estar ele. Pode ser que seja entre professores de educação infantil discutindo as descobertas das crianças em seu último trabalho ou entre docentes da área médica mostrando os resultados dos seus alunos. De uma ponta à outra, ele tem aparecido cada vez com mais frequência e em mais formas diferentes. Adivinhou? Sim, é o aprendizado baseado em projetos – o project-based learning, ou simplesmente PBL.

Não há uma data exata em que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas, segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido assim batizada, muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar crianças e jovens. Muito do que hoje se faz, inclusive, se apoia no pensamento do brasileiro Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.
Arpad Nagy-Bagoly / Fotolia
 O que é aprendizado baseado em projetos
  E o que está por trás do conceito é simples: em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo, enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam, na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões diferentes, comunicar aquilo que estão pensando, defender seu ponto de vista e criticar os que não consideram ser adequados. Tal qual na vida.

“Essa metodologia está se tornando muito popular. Parte disso é devido às facilidades que a tecnologia trouxe. Mas só parte. A questão é que, com essas avaliações padronizadas, estamos matando o amor que as crianças têm por aprender. A aprendizagem baseada em projetos é uma resposta a isso”, diz Klein, citando o próprio exemplo. Muito antes de a tecnologia estar disponível como está hoje, ainda como aluna, a educadora teve a oportunidade de estudar numa escola em que os próprios alunos organizavam viagens de aprendizado. Nessas ocasiões, eles aprendiam não só biologia, matemática e ciências, mas também organização de projetos, trabalho em grupo e orçamento.

Hoje, com a disseminação de práticas pela internet e a facilidade de trocar informação, claro, essa abordagem tem sido facilitada. Outro exemplo que a educadora dá é de uma escola americana que pediu que os alunos desenvolvessem asas capazes de voar. No início do projeto, o professor falou para os jovens: “Em 24 de março, vocês vão estar na frente dos seus colegas, pais e uma banca de engenheiros. Vão dizer: ‘Esse é o nosso design de asa, esse é o que a gente recomenda e essa é a razão’. Vocês vão ter dados, gráficos, uma apresentação e regras”. 


Os alunos precisaram estudar matemática, física e bases de engenharia para as asas funcionarem. E funcionaram. Ao fim, um dos jovens que participou do projeto falou: “É muito melhor fazer uma coisa sua. Se o professor te diz como fazer, você pode se lembrar disso depois de duas semanas. Se você descobre como fazer, você vai se lembrar disso a vida toda”, afirmou o rapaz. Para Klein, essa é a essência do aprendizado baseado em projetos.

Ainda de acordo com a especialista, é possível trabalhar com essa abordagem em qualquer disciplina e em qualquer idade, mas o trabalho é muito maior quando vários professores estão envolvidos em um mesmo projeto. Para quem está interessado em começar, o Buck Institute for Education, uma associação norte-americana especializada em disseminar práticas desse tipo de aprendizagem, fez um diagrama explicando os pré-requisitos para um bom programa de aprendizagem baseada em projeto. Conheça os oito os pontos principais.
www.bie.org
 
  Ter conteúdo relevante. O objetivo da abordagem é trabalhar os conceitos-chave das disciplinas acadêmicas a partir de um projeto.

Desenvolver habilidades para o século 21. Ao longo do projeto, os alunos deverão buscar uma resposta a um problema. Para isso, eles deverão buscar referências em diferentes fontes de informação, precisarão de pensamento crítico, habilidade de resolução de problemas, colaboração e várias formas de comunicação – habilidades mais refinadas que a simples memorização.

Ter expírito de exploração. Isso faz parte do processo de aprender e criar algo novo com curiosidade e motivação.

Organizar-se em torno de questões abertas. Aqui o foco está em estimular o aprendizado mais aprofundado, debates, desafios e problemas.

Criar a necessidade de saber. O fato de ter que apresentar um produto ao fim de um período serve também para criar a expectativa de aplicar o que se está aprendendo e fazer com que os alunos criem laços com seu trabalho.

Dar oportunidade de voz e escolha. Os alunos aprendem a trabalhar independentemente e assumir riscos quando eles são instados a fazer escolhas e mostrar sua voz. Isso faz com que aumente também o engajamento dos estudantes.

Incluir processos de revisão e reflexão. Os estudantes aprendem a dar e receber feedback para melhorar a qualidade do produto no qual estão trabalhando.

Apresentar para o público. Ao mostrar o produto de seu esforço para outras pessoas, pessoalmente ou on-line, aumenta-se a motivação dos alunos a fazerem trabalhos de melhor qualidade.

Veja mais em http://www.bie.org/about/what_is_pbl.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Muito mais do que um aplicativo: mudar um mau hábito em 15 dias

Mudar qualquer velho hábito em duas semanas é possível?

Pelo menos, começar é.


Com o objetivo de ajudar as pessoas a fazer esta virada, a marca de água mineral Bonafont aprovou o Experiência 15 Bonafont nas suas páginas sociais (facebook.com/BonafontBrasil). 

Os fãs escolhem um desafio e encaram o cotidiano por 15 dias. Entre os hábitos a serem reavaliados estão: passar a beber 2 litros de água por dia, parar de fumar, não comer fritura, fazer 20 minutos de exercício diariamente, dormir 8 horas por noite e reciclar o lixo de casa.



Mais do que ser mais um aplicativo no Facebook em meio a vários, a ideia aqui é ajudar as pessoas a ter hábitos mais saudáveis, contando com a pressão dos amigos sociais – conceito Peer Empowerment. 

A equação é simples: se você compartilha seu compromisso com a família e os amigos, fica mais fácil cumpri-lo. Sempre tem alguém para comentar, cobrar, lembrar, chamar a atenção, celebrar e não deixá-lo cair em tentação.

É como diz um ditado das interwebz: o sucesso de uma promessa é diretamente proporcional ao número de amigos com os quais você compartilha esse objetivo. 

Renata Mesquita

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



PARA OS JOVENS PROFISSIONAIS: 
ACREDITE EM VOCÊ! ACREDITE EM SEU POTENCIAL!


                  Em busca de uma referência literária motivacional e de lição de vida, me deparei com a estória de “O Mágico de Oz”. Até hoje é uma excelente referência para mim, pois para quem não conhece ou não lembra, os personagens de O Mágico de Oz foram em busca de seus objetivos e somente no final conseguem perceber que o que buscavam já estava dentro de si mesmos ou de suas próprias capacidades latentes.

                  Ao ler o livro, confesso que fiquei fascinada pelas competências desses personagens: a perseverança, os desafios enfrentados, a sintonia de equipe, a capacidade de empatia, a confiança, entre outras tantas habilidades pessoais.

                  Esses personagens tiveram seus sonhos realizados, após visualizarem a plenitude de suas capacidades. Uma lição para acreditar em si mesmo e romper com os próprios paradigmas.

                  Assim como eles, todos nós, por vezes, desanimamos, não acreditamos em si, na nossa capacidade e colocamos limitações no que queremos ser ou alcançar.

                  A plenitude e novos rumos que está dentro de você! Precisamos romper paradigmas, com os estereótipos que criamos dentro de nós! Você pode ir muito mais além do que imagina! Enfrentar desafios é verdadeiramente DESAFIO!

                  Você quer ver na prática como isso é real? Convido você novamente para percorrer este caminho! Você já observou um arco-íris? Lindo! Cheio de cores! Você sabia que um arco-íris só podemos ver quando há sol precedido de chuva? Ele somente aparece quando a luz branca do sol é interceptada por uma gota d’água da atmosfera. Parte da luz é refratada para dentro da gota refletida no seu interior e é novamente refratada para fora da gota. Todas as gotas refratam e refletem a luz da mesma forma, mas somente a luz de alguns chega ao olho do observador!
Interessante observar o que cada cor significa para nosso contexto:
- O vermelho chama para a vida, é o guardião da carne, o elo com a terra.
- O amarelo é o vivificador natural da inteligência, guardião da alegria e da criatividade.
- O verde é amigo de todas as cores, é o guardião da cura e do carisma. Estabilizador dos sentimentos.
- O laranja emana saúde física e disposição saudável para os empreendimentos. É o guardião da vitalidade.
- O azul celeste é a cor da tranqüilidade, é o guardião das aspirações elevadas. É paz!
- O violeta é o mestre das transformações, eleva o espírito do homem gradualmente para os ciclos evolutivos.

                    Quanto de competências nós temos dentro de nós e não deixamos fluir? Assim como o arco-íris existe sob a ótica, nossas competências podem nem sempre aparecer, mas estão DENTRO DE NÓS!

                    Precisamos de “chuva” e “sol”? Sim, precisamos regar nossas competências, visualizá-las!

Reaprendê-las!
Elas estão presentes!
Vamos caminhar para dentro de nós e viver todas as cores de nosso arco-íris!
Pinte com todas as cores...!
Vista-se com todas as cores...!
Viaje com todas as cores...!
Viva intensamente com todas as cores...!
Trabalhe com todas as cores!
Acredite, jovem! Sonhos se transformam em realidade!
Sonhos você vai desafiar... vencê-los com a sua capacidade de SER!
Cuide de seu desenvolvimento e de seu SUCESSO!

Beatriz Campos 
www.gestaojovem.com  


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Visão abrangente gera a conscientização de um processo.



Acho que a Educação está necessitando focar um melhor desenvolvimento 
de "história" para os jovens.

História minha, de minha família, de um povo, de uma nação, do mundo.

O grande desafio hoje das Instituições são de criarem ordem éticas, que levem a vontade do aluno a não fazer o mal, o qual está presente nos dias 
de hoje, e desafiarem uma comunidade onde reina uma conscientização de 
um processo histórico, ou seja ter um ideal, e não apenas viver para o momento, utilizando apenas as emergências, sem nenhum foco.

Esta forma de viver,  acarreta inclusive uma vida sem esperanças. A 
sociedade existe e temos que aproveitá-la para o nosso próprio bem, ela 
nos ajuda a não deixar o homem se transformar num ser a-histórico.

Se o indivíduo não souber conviver na sociedade, ela se tornará 
extremamente danosa, na medida em que lhe negará a possibilidade de esperançar.

Se é aqui que termina, se temos apenas o momento, não há por que esperançar.    

O jovem vive de forma intensa no sentido de esgotamento, 
aquilo que está acontecendo agora. Por isto que acredito na necessidade 
que saibamos a distinção entre o fundamental e o essencial.

Quer dizer o que é o essencial na vida? 
Essencial é tudo aquilo que não pode não ser. 
É aquilo que dá plenitude ao indivíduo.
O que constitui a identidade de cada um.
Essencial é a "amorosidade, liberdade, sexualidade".
Isso é a minha inteireza, isso é essencial.

Já fundamental é tudo que ajuda a chegar no essencial.
Ex: trabalho, dinheiro, bens materiais.

Seria tolice dizer que dinheiro não tem importância, mas ele não é essencial.

Em resumo, fundamental é aquilo que cria as condições para chegar ao essencial.

Uma escada pode ser fundamental. Ninguém usa uma escada para ficar nela; ela serve para chegar a outro lugar.

Os jovens buscam hoje os bens finitos e não os bens infinitos.

È isto que proponho aos jovens uma conscientização de historicidade, só assim podemos manter a "Esperança".

Baseado no livro: Sobre a Esperança.
Frei Betto
Mario Sergio Cortella

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O fardo da felicidade

Pesquisas mostram como a busca incessante por ser feliz e a negação do sofrimento podem tornar as pessoas cada vez mais angustiadas

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CERTEZA
Ser alegre o tempo todo nunca foi uma meta para Jeanne.
Adepta do zenbudismo, para ela o fundamental
é manter o equilíbrio quando o humor oscila


Depois de devorar mais de 30 livros de autoajuda, a webdesigner Mariana Frioli, 28 anos, chegou a duas conclusões a respeito de sua busca por felicidade. A primeira, de que seria inviável ser feliz 100% do tempo, como sugeriam os títulos. A segunda, de que faltava à maioria das obras esse alerta. “Quase tudo que li apresentava um mundo perfeito, que não correspondia à realidade e onde parecia ser possível ser boa em tudo o que se faz e feliz o tempo todo”, diz. Depois dessa imersão, a webdesigner decidiu aposentar a coleção na estante e resolver por si só os momentos difíceis, sem fugir deles. Nem todos, porém, conseguem fazer como Mariana e tirar da cabeça a obsessão pelo bem estar incessante. “É emblemático esse dogma contemporâneo de que pessoas de sucesso são aquelas que, independentemente de suas perdas, dores e fracassos, se mantêm, aparentemente, inabaláveis e demonstrando que a felicidade é sua companheira permanente”, afirma a consultora Lêda Dutra, que estuda os valores humanísticos no mundo dos negócios. Como a pesquisadora, vários estudiosos engrossam o coro contra a tirania da felicidade. O xis da questão, bem definido pelo filósofo Pascal Bruckner, autor de “A Euforia Perpétua” (Difel), é que não ser feliz se tornou imoral hoje em dia. “Em vez de admitirmos que a felicidade é um evento indireto que nos chega ou não por meio de objetivos secundários, nós a consideramos um objetivo acessível imediatamente, por meio de receitas”, escreveu Bruckner.

Tanta ânsia por uma alegria constante e eterna tem seus efeitos colaterais. O gerente administrativo Celso Riquena, 44 anos, bem sabe disso. “Li livros de autoajuda para tentar ser mais feliz, mas, em um determinado momento, percebi que o efeito dessa busca era contrário: estava mais infeliz”, afirma. O sentimento que Riquena experimentou é comum entre quem elege a felicidade como objetivo de vida, diz a pesquisadora June Gruber, do departamento de psicologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Ela é coautora do artigo “O lado negro da felicidade?”, uma revisão científica sobre o tema, publicada no ano passado. “Pessoas que valorizam demais ser feliz podem acabar sendo menos felizes que as demais”, disse à ISTOÉ. “Isso porque, se geram muitas expectativas, acabam se desapontando quando não conseguem atingir a felicidade idealizada.” As mais suscetíveis são justamente as pessoas emocionalmente vulneráveis – com tendência à ansiedade ou à depressão. Nessas, pensar demais sobre o assunto pode acabar agravando o quadro mental, conforme apontou um estudo guiado pela psicóloga Tamlin Conner, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. Para chegar à conclusão, a cientista examinou 162 voluntários durante duas semanas. No período, eles deveriam reportar diariamente como estavam se sentindo. “Eles já estavam experimentando menos felicidade e a necessidade de reportar isso com frequência lhes reforçava o sentimento”, disse Conner à ISTOÉ.


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Outro lado cruel do fetiche por ser feliz é não conseguir enxergar as sutis nuances do que significa felicidade para cada um. A administradora Claudia Cerullo, 42 anos, é exemplo disso. Ela é cotidianamente contestada por sua decisão de viver sozinha. “Já ouvi várias vezes ‘coitadinha da Claudia, não tem namorado’”, diz. “Mas eu não quero me casar, sempre quis morar sozinha.” Some-se a essa perda da singularidade das formas de se viver a felicidade um sintoma ainda mais grave: a recusa ao sofrimento. “A dor não tem sentido nesse contexto em que é obrigatório ser feliz. Ela não é vista como oportunidade de se repensar o que se quer na vida”, diz o filósofo Paulo Vaz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Encarar a dor pode parecer um caminho difícil, mas aprender a lidar com esse sentimento torna mais fácil encarar as oscilações de humor cotidianas. “Aprendi que, do mesmo modo como os momentos felizes passam, os ruins também acabam”, afirma a farmacêutica Jeanne Pilli, 46 anos. Adepta do zenbudismo, ela busca em algumas ferramentas, como a meditação, meios para enfrentar com mais serenidade as inevitáveis situações de angústia e sofrimento do dia a dia. “A tristeza faz parte da vida”, avalia Araceli Albino, coordenadora do Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas e presidente do Sindicato dos Psicanalistas de São Paulo “Quem fica triste é porque foi afetado pelo amor, sentimento que humaniza o homem.” Parece que muita gente esqueceu disso.

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MUDANÇA
Depois de ler cerca de 30 livros para aprender a ser mais feliz,
Mariana descobriu que não existe fórmula mágica

terça-feira, 10 de abril de 2012

Transformar informação em conhecimento, e conhecimento em sabedoria!



Vídeo do P. Marcos Sérgio mostra como os salesianos encaram a implantação do museu na região da cracolândia, bem como o problema da cracolândia em si!

O jovem hoje necessita de estímulos, para não entrar nas drogas.
Para aprender a criar e desenvolver uma inteligência, livre de vícios é necessário, apoio e força de seres especiais e que dão toda infra-estrutura necessária a esta transformação.


Necessitamos da emoção do aprendizado, e não apenas informações, e é só na sabedoria, que conseguimos transformar a informação em conhecimento e assim "Humanizar a História".

Parabéns Marcos Sérgio e a todos os responsáveis!

Contém conosco para toda divulgação que traga estímulos a um melhor aprendizado.

Fonte:
www.salesianos.com.br/museu


terça-feira, 20 de março de 2012

Que tipo de líderes será que somos?

Quem é Marcus Buckingham - Hoje consultor, Marcus Buckingham passou 20 anos no Gallup estudando comportamento de executivos. Tem cinco livros publicados no Brasil, entre eles Descubra Seus Pontos Fortes (Ed. Sextante), de 2001.


Em 20 anos de pesquisa no instituto Gallup, o cientista político americano Marcus Buckingham entrevistou mais de 257 000 executivos de sucesso e mapeou suas habilidades, reunindo-os em um dos principais bancos de dados sobre comportamento profissional existente no mundo. Em 1999, Marcus tornou públicos seus estudos pela primeira vez, no livro Descubra Seus Pontos Fortes (Ed. Sextante). A obra marcou época ao contradizer a ideia geral vigente, de que os profissionais deveriam concentrar-se na reparação de pontos fracos para ter bom desempenho, e fez de Marcus uma fonte consagrada no assunto.

Agora, ele volta com novo projeto, um livro casado com um teste de avaliação do tipo assessment, chamado StandOut (em português, "destaque-se"), que está previsto para ser lançado em maio de 2012 no Brasil pela Editora Sextante. A obra é voltada para líderes que desejam investir em seu potencial e acelerar o desempenho da equipe. "há muitos perfis de liderança, tentamos destacar qual é o jeito de cada um", explica Marcus. Mesmo batendo na tecla dos pontos fortes há dez anos, ele segue lutando contra o hábito do mundo corporativo de olhar para os gaps dos funcionários e tentar corrigi-los — o certo seria investir profundamente nas competências de cada um.

Segundo Marcus, a insistência em melhorar as fraquezas é consequência do ensino nas escolas tradicionais, que incentivam o aluno a se sair bem em todas as disciplinas. "Mesmo que o estudante tenha uma série de notas A, ele continua se preocupando em melhorar nas matérias cujas notas foram F", disse Marcus à VOcÊ S/A. Essa preocupação excessiva com as fraquezas não ajuda o profissional a atingir

Alto desempenho. Alguns diretores de Rh concordam com a teoria de Marcus. "cuidar de melhorar pontos fracos é como dirigir olhando para o retrovisor", diz Antonio Salvador, vice-presidente de recursos humanos da hP no Brasil, que considera um desperdício de tempo o esforço de corrigir fraquezas.

"A eficiência da gestão de talentos depende de direcionar o talento certo para o lugar certo, na hora certa." A ideia do livro é fazer com que os profissionais conheçam suas habilidades naturais para melhorar seu desempenho.

O assessment avalia o gestor em nove pontos e então revela quais são os dois mais fortes. Em sua pesquisa, o autor identificou nove diferentes perfis de líderes (veja quadro na pág. ao lado). na edição americana, que custa 12,78 dólares na Amazon, o livro traz uma senha de acesso ao teste online (em inglês).

Segundo Marcus, não existe um perfil certo de líder: cada pessoa tem aptidão para determinada tarefa, o desafio é colocar a pessoa certa no lugar certo e dar liberdade para que ela faça as coisas da sua maneira. "Os melhores gerentes são capazes de identificar em alguém um lampejo de talento e, então, reposicionar essa pessoa de modo que ela possa utilizá-lo de maneira mais efetiva", afirma Marcus Buckingham.